{ANALYTCS}

terça-feira, 19 de abril de 2011

Adoro Gente!


Eis que deparo com alguém me jogando ao rosto dificuldade de relacionamento com os à minha volta.
Não deu outra. Tal feedback deixou-me estupefato.
Na verdade, deixando de lado uma certa dose de drama, reparo minha afirmação e digo que a situação apenas me causou alguma surpresa.
Já percebi em diversas ocasiões alguns viventes que jamais tiveram qualquer tipo de relação comigo empreender campanhas hercúleas para me prejudicar ou fazer crer ser eu o responsável por problemas de cuja existência eu sequer tinha ciência.
Sinceramente, desconheço a exata razão de uma postura como essa. No entanto, rendo-me a investir algum tempo e um maior esforço para a compreensão e correção do fator que eventualmente contribua para tanto.
Apesar de haver muitos indivíduos à minha volta, eles não possuem o mesmo significado para mim e, por conseguinte, o mesmo nível de interação, contato e dispensa de tempo de convívio.
Quem sabe, essa situação se deva ao fato de eu não confundir as mais diversas formas de relacionamento (pessoal, profissional, mero conhecimento “de vista” etc.) e, por isso, tratar como colegas os colegas, amigos os amigos, conhecidos os conhecidos e desconhecidos àqueles cuja existência ignoro.
Decerto, alguns – não sei se por complexo de inferioridade velado, hábito de conviver com e como personagens, ou mesmo repletos de razão – podem confundir a altivez de minha personalidade com soberba.
Como todo bom arrogante, não poderia perder essa oportunidade de jogar à cara dos mortais que sou melhor que todos vocês.
Certamente não perderia. E faria de modo garrafal e pouco elegante, caso pensasse desse modo.
Contudo, não se trata disso.
Não gosto de todos os indivíduos, mas adoro o gênero “ser humano”, preciso muito das demais pessoas e não me acho mais ou menos interessante que qualquer de nós.
Pelo contrário, costumo me aproximar de muito poucas pessoas, mas desafio aquelas que realmente me conhecem a não gostar de mim.
Por isso, contesto minha fama de indiferente utilizando toda a indiferença de quem ignora tal reputação e grita aos quatro ventos: adoro gente!
Vivo cercado de gente e gosto disso.
Só não me prostituo a ponto de cultivar “amizades boas”, que venham a me acrescentar coisas, trazer oportunidades, abrir portas – tradução: representar algum tipo de vantagem.
Prefiro amigos que me façam bem pela sua presença. Seja física ou não. Apenas continuo amando mais aqueles que me trazem valores afetivos que os que representam progresso econômico ou social.
Gosto de gente por gostar de gente e não lanço mão de afeto ou simpatia como modo de investimento para adquirir coisas decentemente inacessíveis.
Enfim, apenas os que realmente tiveram minha confiança para me conhecer podem emitir juízo sobre mim.

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